sábado, 26 de dezembro de 2009

Identidade

Quando Deus cria o homem, Ele o faz com um propósito e determina lhe um nome.
Do mesmo modo, os homens, por serem a imagem e semelhança de Deus, nomeiam as coisas e os seres.

O Senhor trouxe todos os seres vivos a Adão, quando este habitava no Jardim do Éden, e assim ele os nomeou segundo a sua espécie.

Quando o Senhor nos dá um nome, Ele tem uma razão para fazê-lo. Abrão, homem cujo nome foi definido por homens, não alcançou a plenitude do propósito de Deus em sua vida antes que Deus passasse a chamá-lo de Abraão. Podemos ver o mesmo acontecer com Jacó que também não pode alcançar a plenitude do propósito de Deus em sua vida até que o próprio Deus lhe chamasse de Israel.

Não é necessário seguir com inúmeros exemplos de homens, que em determinado momento de suas vidas, tiveram seus nomes trocados pelo próprio Deus, pois o importante é saber que aquele propósito, determinado por Deus para as nossas vidas, vai se cumprir quando, aos olhos do Senhor, formos reconhecidos enquanto dignos de receber o nome que Ele mesmo determinou nos chamar.

Todos estes homens eram, e continuaram falhos, pois todos possuíam uma natureza falha e corrompida. Mas todos tiveram o seu encontro pessoal com o próprio Deus vivo. Embora falhos, mesmo após um encontro pessoal com Deus, tiveram, aos olhos do Senhor, novos nomes e assim alcançaram os propósitos de Deus.

Todos nós possuímos um nome. Após o fôlego de vida, que vem do Senhor, este é o segundo presente que recebemos. A nossa identidade perante todos é então estabelecida.

Nossa identidade, nosso nome, é tão preciosa para nós que somos capazes de amá-lo mais do que o próprio Deus, que nos deu a vida.

De que adianta o nome, a nossa identidade, se Aquele que nos gerou, no ventre de nossa mãe, não nós reconhecer, e se não nos encontrar-mos dignos de sermos chamados por Deus, pelo nome que expressa à plenitude de tudo o que Ele sonhou para as nossas vidas?

Temos que amar mais a Deus do que a nós mesmos. Pois só assim alcançaremos o nosso verdadeiro propósito, e cumpriremos a parte que nos cabe.

Para isto é preciso, assim como fizeram aqueles homens, não ter a nossa identidade como o principal em nossas vidas.

Noé foi tido como louco perante todos, mas isto não o impediu de atender o chamado de Deus, e esta deve ser a nossa atitude frente aos homens.

Nossos olhos devem estar focados somente Nele. Toda a gloria e louvor devem ser direcionados a Ele, pois somos apenas feitura de suas mãos, enquanto Ele é o autor e consumador de todas as coisas.

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